terça-feira, 17 de junho de 2008

Vagando

Não se deixe levar pela calmaria de minhas preces. O que peço pode te afetar. Aqui nesta cidade, de onde escrevo ao relento, os ventos aliviam as agonias. Há pedras que cercam e protegem-nos. A igreja fecha as nove horas. Há fieis que rezam na porta. Eu vou embora.

Naquela data, escrito, escondido, esconderijo da alma aliviada. Alado desejo branco, viril, acorrentado na manhã do outro dia. Ficaram nítidas tuas palavras, a prece e a calmaria.

Ainda rezo.
Sempre que encontro, trágica confusão. Vê se num viaja, dizia um amigo, do tempo em que passava minhas tardes no Parque 13 de Maio e depois ia tomar uma cerveja num dos bares da rua Mamede Simões. Que nela mesma, uma vez no bar Central, uma aparição diferente de tudo que já pude viver, mudou a luz dos meus olhos e clareou meu pensamento. Era Deus. Que, inexplicavelmente, estava tão preocupado comigo, que se manifestou tão diretamente quanto inacreditável.

Cadê? Quem tirou de mim? Quem transitou a morte do “camaleão” fazendo nascer o vazio do que se perdeu. Prejuízo sentimental, noturno desapego do ego que me transformou num sobrevivente perto dos parques públicos, perto das calçadas, do burburinho silenciosamente embriagante, suor do teu objeto. Deus conhece os nossos segredos.Deus me deu, e a consciência ficou desperta! Minha resposta é não.

Larguei tudo. Me vi inteiro, completo, satisfeito e disposto. Tomei Deus como vida e caminho. E minha vida era assim, até iniciar essas sessões de terapia que a faculdade disponibilizou gratuitamente. O Doutor me fez cada pergunta! Ta duvidando da fé? Não senhor, não senhor. Mas to pensando nela de outra forma. O Doutor me manda ir, acabou meu tempo. Cada sessão dura até 40 minutos. Sai e fui pra igreja tentar encontrar a irmã Nelícia, que vinha da Escócia, e fazia visita a Pernambuco, em Olinda, no Mosteiro de São Bento. Peguei o ônibus. Era só esperar que tava lá.

No caminho, pensei nos momentos em que a gente se cura. Superação

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